Evento da Câmara traz à tona discussão sobre saúde mental

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Quatro psicólogos ressaltaram importância do tema em mesa redonda

Na noite de ontem (31), ocorreu a mesa redonda “Saúde mental e qualidade de vida: desconstruindo conceitos”. O evento, em parceria com o Centro de Psicologia Transformare, foi realizado no Plenário Vereador Abílio Monte e integra o Janeiro Branco, que teve como lema “De bem com a mente”. O público contribuiu com alimentos destinados à ONG Desafio Jovem.

A jornalista Daniele Marzano fez a abertura, destacando a importância do Janeiro Branco, mês alusivo à saúde mental. Em seguida, os psicólogos Amanda Lulio, Galvão Roson, Cristiane Souza e Patricia Rosseti falaram sobre diversos subtemas e responderam perguntas do público.

Apresentação

Patricia iniciou falando sobre a origem do Janeiro Branco, campanha dedicada a convidar as pessoas a pensarem sobre suas vidas, a qualidade de seus relacionamentos e conhecer suas emoções, pensamentos e comportamentos. “A saúde mental é uma parte integrativa da nossa saúde”, disse. Ela também lembrou que a preocupação com essa área é recente em nossa sociedade.

Cristiane concordou, afirmando que a ausência de doenças não é sinônimo de saúde (que vai muito além do aspecto físico), já que somos seres biopsicossociais. Por isso, o bem-estar deve conciliar fatores fisiológicos, emocionais, socioeconômicas e a inclusão social. Para Galvão, “a qualidade de vida é obtida por meio do equilíbrio”. Ele ressaltou que deveríamos procurar mais a psicologia, que serve de auxílio em momentos difíceis.

Amanda desmistificou os preconceitos em torno da profissão de psicólogo. “Não há motivo para quem procura por esse profissional sentir vergonha”, disse. Lembrou que os psicólogos estão presentes em diversos lugares e serviços essenciais – como, por exemplo, no teste psicotécnico necessário para obter a Carteira Nacional de Habilitação.

Perguntas

Ao responder um paciente sobre transtorno de bipolaridade, a psicóloga Patricia afirmou que a doença é caracterizada por alternância entre as fases de mania e depressão. Ressaltou que a duração de cada fase varia de acordo com o paciente e que a doença, apesar de não ter cura, possui tratamento.

Em seguida, Galvão falou sobre dependência química. “Existem pessoas que têm uma predisposição a essa doença. Com o uso de substâncias, ela aparece, e o indivíduo tem que consumir em quantidades cada vez maiores. Assim, o dependente não deve usá-las, não importa o que aconteça”. Amanda lembrou que a felicidade trazida pelo consumo é momentânea.

“O papel da família de quem sofre de problemas como depressão ou dependência é ajudar, pois a pessoa sozinha não consegue dar conta”, respondeu Cristiane a outra pessoa. Galvão destacou a importância de os familiares procurarem tratamento e ajuda, já que também são atingidos, em certa medida, pela doença.

Por fim, a respeito de depressão na terceira idade, Amanda disse que “é normal diante da situação de solidão, como quando os filhos saem de casa ou o cônjuge falece”. Patricia complementou que essa fase é, muitas vezes, de ressignificação da vida e que as pessoas devem encontrar novas práticas que tragam satisfação.

No encerramento, Daniele agradeceu e parabenizou os psicólogos e a Câmara pela iniciativa.

Sobre a Campanha

O Janeiro Branco surgiu em 2014 na cidade de Uberlândia (MG) e, desde então, vem se difundindo em todo o Brasil. A campanha tem como objetivo colocar os temas referentes à saúde mental em máxima evidência, em nome da prevenção ao adoecimento emocional da humanidade. Para isso, sensibiliza as mídias e instituições públicas e privadas em relação à importância de projetos estratégicos, políticas e iniciativas socioculturais empenhadas em valorizar e atender às demandas individuais e coletivas relacionadas aos universos da saúde mental.

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