Prefeito de Itatiba fala sobre saúde em Sessão Ordinária

Plenário aprovou ainda dois projetos de lei na noite desta quarta (7)

Na noite de ontem (7), na 119º Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Itatiba, o prefeito Douglas Augusto prestou esclarecimentos aos vereadores sobre a saúde no município. O convite para o comparecimento se deu após aprovação do requerimento 165/2019, de Cornélio da Farmácia (PSDB), na 112ª Sessão Ordinária.

O prefeito foi o último a falar sobre o tema. Nos dias 1 e 6, ocorreram Sessões Extraordinárias em que foram ouvidos, respectivamente, a direção da Santa Casa e os secretários municipais de saúde. Segundo o presidente Ailton Fumachi (PL), a celeridade em ouvir as autoridades se deve ao prazo de 60 dias dado pela Justiça para celebrar o novo acordo entre a Prefeitura e o hospital.

Em sua fala inicial, durante o Expediente, o prefeito falou sobre a relação entre Prefeitura e Santa Casa.  “O grande impasse é sempre é o financeiro. A Santa Casa quer um aumento de 125%. Não aceitamos pagar essa proposta. A Prefeitura paga hoje R$ 2,229 milhões”, disse Douglas. “A nomeação dos secretários de Saúde Fábio Nani e Carlos Lemes demonstra a conciliação de nossa parte. A Santa Casa não realizou inúmeros procedimentos e por isso alguns valores estão sendo segurados. Nós temos números para questionar todos os dados que o hospital apresentou”.

Douglas também falou sobre os postos de saúde. Segundo ele, as consultas estão sendo marcadas em até 30 dias e somente 4% dos pacientes são encaminhados para especialistas. Desde 2016, as consultas no pronto socorro estão diminuindo e na atenção básica estão aumentando, segundo dados do Ministério da Saúde. Em relação à Fundação do ABC, em 2018 foram pagos R$ 10 milhões (média de R$ 854 mil mensais) em atenção plena, que só não inclui remédios. “Com gestão plena, o contrato com a Fundação do ABC ficou mais barato que o da Santa Casa. Conseguimos resolver várias pendências nas UBSs. Não há mais postinho sem médicos”, afirmou.

Questionamentos dos vereadores

A vereadora Deborah Oliveira (Cidadania) perguntou se o contrato com a Santa Casa foi imposto. Ela também questionou quais as intenções da construção de um novo hospital e o número de consultas feitas pelos PSFs.

Em resposta, o chefe do Executivo afirmou que o atual contrato é bom para a Prefeitura e para a Santa Casa. “A Santa Casa não atende outras cidades pois o custo é muito alto”, disse. Relativo ao novo hospital, foi feito contrato com a Fipe, de 12 meses, de estudo e implantação via parceria público-privada. “Eu acredito que a cidade precisa de um hospital público. Enquanto a Prefeitura não tiver posse da Santa Casa, a questão financeira sempre será um problema. É uma demanda de longo prazo”. Ele também afirmou que foram 780 mil consultas em 2018, sendo 123 mil nos PSFs.

Willian Soares (Solidariedade) perguntou se o valor pendente (R$ 2,3 milhões) se refere a serviços já realizados pela Santa Casa.

Douglas afirmou que, “antigamente a Prefeitura e a Santa Casa não tinham a previsibilidade de gastos e serviços. Era um contrato draconiano, ou seja, variável sem teto de gastos. Hoje ninguém deve nada para ninguém. Até dezembro foi pago tudo certinho”. Segundo o prefeito, esse valor foi bloqueado por cautela jurídica, caso o hospital não realize os procedimentos previstos.

Sérgio Rodrigues (Cidadania) lembrou fala de Emerson Netto, provedor da Santa Casa, que alegou que a entidade sempre é paga com atraso. “É possível renovação do contrato fora da Justiça?”, questionou.

“Todos os pagamentos referentes a recursos próprios são feitos em dia, exceto repasses de verbas do Ministério da Saúde. A gente quer chegar num acordo que seja bom para ambas as partes e não quer a judicialização. Mas não temos condições de pegar os R$ 5 milhões que a Santa Casa pede, não é justo”, respondeu Douglas.

Projetos de lei aprovados

Na Ordem do Dia, os dois itens em pauta foram aprovados.

Foi apreciado, em primeiro turno, o PL 41/2019, do Executivo, que dispõe sobre a desafetação de bens imóveis do município e autoriza sua permuta por outra área de propriedade particular.

Segundo mensagem ao projeto, a finalidade é a permuta de áreas da municipalidade com área pertencente à empresa Zupardo – Construtora e Comercial Imobiliária Ltda. Referida permuta visa maior fluidez e segurança no trânsito central da cidade, com a implantação de uma via marginal ao Ribeirão Jacaré, fazendo ligação entre a Rua Domingos Pretti e a Rua Coronel Camilo Pires.

A matéria recebeu pareceres favoráveis das comissões competentes. Na votação, foi aprovada por unanimidade.

Em segundo turno, foi aprovado por todos os vereadores o PL 34/2019, de Paulo Bozzi (MDB), que inclui no Calendário Oficial de Festas e Comemorações do município o “Agosto Dourado”.

Os objetivos são incentivar a amamentação e conscientizar e orientar sobre a importância do aleitamento materno. O Poder Executivo Municipal regulamentará o projeto no que couber.

Agora, o projeto segue para sanção da Administração Municipal.

Licença

Foi aprovado, ainda, o Projeto de Resolução 08/2019, da Mesa Diretora, que concede licença do cargo ao vereador Hiroshi Bando (PP), pelo período de oito dias, para tratamento de saúde. Em seu lugar, assumiu o suplente Márcio Oriani (PP).